
Uma das tendências mais influentes no paisagismo hoje é a questão da sustentabilidade, que tem por características a menor abordagem em conservação, assim como diminuição de consumo elétrico e hídrico.
Um exemplo, quando implantamos espécies nativas em conjunto com as exóticas no jardim, buscamos um equilíbrio maior, pois nas nativas já ocorre uma adaptação hídrica e um menor uso de defensivos, pois são plantas adaptadas a questão climática e sua manutenção precisa de menos recursos.
A princípio os jardins verticais são compostos de dezenas de vasos pequenos que precisam de irrigação e adubação constante, isso se faz através de um irrigador automático. O princípio básico da jardinagem é que todo vaso precisa ser reenvasado, que consiste em retirar a planta, cortar raízes e substituir o substrato e isto também se aplica ao jardim vertical.
Outro detalhe importante é a quantidade de horas de conservação para manter este espaço ajardinado e pela nossa experiência todos jardins verticais que não tiveram manutenção constante acabaram se perdendo. O valor de manutenção de um jardim vertical calculado a área quadrada por área quadrada supera em muito um jardim usual e o custo da conservação é fator preponderante na hora da escolha.
Este fato já se comprova, os jardins verticais implantados em alguns edifícios no minhocão em São Paulo foi um tremendo fracasso, justamente porque não foram calculados os gastos com a manutenção, que envolvem irrigação, trocas constantes, mão de obra especializada.
Os jardins verticais neste caso foram usados como forma de compensação ambiental, ledo engano, hoje se comprova que apostar em espécies nativas, principalmente árvores, se obtém uma melhor compensação, pois o sistema de fotossíntese e evapotranspiração são muito maiores.
Mas, se a vontade em ter um jardim vertical, supera as condições de valores e o interesse não for a sustentabilidade, então com certeza você pode investir neste tipo de paisagismo!
- Este artigo é de autoria da paisagista Ivana F. Borba
