
O número de prédios e condomínios fechados tem aumentado por todo o país, pois os condomínios são reconhecidamente mais seguros do que casas.
Além disso, a comodidade de ter um terceiro cuidando da administração e gestão do condomínio é um fator decisivo para o aumento no número de condomínios em âmbito nacional, pois o modelo de vida atual é extremamente atribulado e faz com que as pessoas não queiram mais se comprometer com fatores alheios à sua profissão e família.
De igual forma, a possibilidade de rateio de despesas tem atraído inúmeras pessoas para os empreendimentos condominiais, sejam estes de casas ou apartamentos.
Contudo, muitas destas pessoas jamais residiram em ambientes condominiais e podem ser denominados como “condôminos de primeira viagem”.
Para orientar os “condôminos de primeira viagem”, é importante que o síndico invista tempo na promoção da educação informativa (lembrando que a educação formativa vem de casa), pois condutas inapropriadas derivam de dois vetores distintos:
(a) A ignorância consciente e (b) a ignorância inconsciente.
A ignorância consciente é um caso sério, pois ainda que o indivíduo tenha contato com parâmetros éticos e justos, o mesmo continuará a ignorá-los apesar de conhecê-los.
Já a ignorância inconsciente, relaciona-se com o fato de que determinado indivíduo não sabe que não possuí determinado conhecimento, ou seja: ignora-os. Contudo, tão logo tenha contato com aquele standard comportamental desejado, modifica suas condutas para adequar-se.
Portanto, vamos trabalhar com a matriz do aprendizado na ignorância inconsciente em âmbito jurídico: Toda norma jurídica deve ser (I) concebida e informada, pois assim poderá ter sua aplicação (II) cobrada e fiscalizada, a fim de que os infratores sejam (III) punidos.
Porém cuidado: a ausência de fiscalização e punição gera a sensação de impunidade e faz com que a injustiça se instale no ambiente.
Para ilustrar, vale trazer a matriz do aprendizado:

Para o sucesso de uma gestão condominial o síndico precisa ser ativo e garantir uma boa convivência para todos os condôminos, sejam eles de primeira viagem ou não. Para isso, existem algumas maneiras de tornar esse trabalho um pouco mais assertivo.
a. Realize workshops para tratar dos assuntos envolvendo as regras de convivência estabelecidas pela convenção e pelo regulamento interno;
b. Elabore circulares informativas e intuitivas sobre pontos específicos da convenção e do regulamento interno (faça charges e crie um texto “macio” se possível);
c. Utilize aplicativos mobile para comunicar aos condôminos sobre as regras existentes;
d. Realize pesquisas e identifique as maiores dúvidas dos condôminos quanto às normas do condomínio;
e. Elabore um rol denominado “perguntas comuns”, respondendo sucintamente as perguntas mais frequentes dos condôminos e o disponibilize em meio eletrônico e físico;
f. Monte um cartilha expondo os direitos e deveres dos condôminos constantes na convenção.
Enfim, use a criatividade e comunique sempre, como já dizia o saudoso Chacrinha: “Quem não comunica se trumbica!”
Gustavo Camacho
Advogado sócio da Camacho Advogados em Joinville/SC, Síndico e Filósofo. Pós graduado em Direito Processual Civil. LLM em Direito Empresarial. Pós graduado em Direito Civil e Empresarial. Pós graduando em Direito Imobiliário, Notarial e Urbanístico, Líder Coach.

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